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Faixa 1,5 deve ser lançada até agosto, com a contratação de 40 mil a 50 mil unidades

 unnamedO ministro das Cidades, Bruno Araújo, considera que um dos grandes desafios de sua pasta será retomar as obras do Minha Casa Minha Vida (MCMV) em agosto, com a reestruturação da faixa 1,5, que deve ser lançada ainda em agosto. “O programa precisa ser salvo”, afirmou. A revisão incluirá, de acordo com Araújo, o critério de custo da terra como variável para o cálculo do valor do imóvel.
Segundo ele, os recursos virão do Tesouro e a intenção é contratar de 40 mil a 50 mil unidades dentro da terceira etapa do MCMV, retomando obras foram paralisadas no governo anterior. A declaração foi feita durante encontro com empresários da construção civil organizado pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em São Paulo. As obras tem valor estimado em R$ 1,2 bilhão.
Dentro dos critérios para revisão da faixa 1,5 outra mudança prevista pelo ministro é a redução de 9% no subsídio, atualmente fixado em R$ 45 mil. A medida visa garantir o atendimento a um número maior de beneficiários. Diferentemente da proposta inicial, essa faixa será um modelo de mercado, o que exclui a necessidade de cadastro e sorteio.
Para enfrentar esse desafio, o ministro diz que sua missão é priorizar ações de gestão, promovendo as mudanças necessárias em busca de eficiência. Além de garantir a retomada das obras paralisadas, o ministro também lista entre suas principais tarefas manter o fluxo das faixas 2, e 3 , o relançamento da faixa 1,5, o prosseguimento das contratações nas modalidades Entidades e Rural, mantendo o devido fluxo de pagamentos para as construtoras.
No caso das faixas 2 e3, já foram contratadas 230 mil unidades e o atual ministério projeta a que esse número deve chegar a 400 mil unidades até o final do ano. “A ordem é manter o programa ativo para garantir a manutenção de renda e emprego da população, mas com responsabilidade”, acrescentou.
Orçamento comprometido
O ministro ressaltou que assumiu o posto com o Orçamento comprometido pelos próximos 71 anos – caso as obras acordadas com prefeitos e governadores fossem cumpridas. “O que o governo anterior fez foi passar um cheque sem fundos para prefeitos e governadores. São obras que não foram contratadas, mas que geraram expectativa nas populações locais com projetos aprovados”. Nesse contexto, todos os contratos estão sendo revistos para que novos acordos sejam renegociados.
Araújo disse que o governo afastado deixou o programa com menos da metade dos recursos de 2015. “Lembro que o governo anterior não registrou nenhuma contratação do faixa 1 neste ano”, afirmou, ao defender a manutenção do faixa 1 de forma responsável.
Inadimplência
A alta inadimplência na faixa 1, atualmente próxima de 25%, também foi um dos pontos abordados por Araújo. “Estamos avaliando o que fazer para recuperar esse dinheiro e atender outras famílias necessitadas que estão na fila”. Segundo ele se trata apenas de uma campanha educativa, sem qualquer tipo de repressão.